
Nada contra, né.
Super respeito fetiches alheios e esse nem é dos mais bizarros.
Inclusive, adoro a cara de "joinha?" dela na foto.
Mas sabe uma coisa que não dá?
Pessoas que começam frases com "Toda mulher...", arrepio.
E o que vem depois de toda mulher três pontos sempre é uma babaquice galopante.
Nossa rodrigueana Natália, pelo menos, nos deu uma margem de erro de 1%, já é alguma coisa.
Nesse mood toda mulher, comecei a ler
Lady Chatterley, tô louca pra acabar logo e ver o filme da Pascale Ferran.
Fora, perto da clareira, construiu pequeno rancho de palha para abrigo dos faisõezinhos, e arrumou lá as gaiolas. Um dia, ao chegar, Constance encontrou duas galinhas sobre os ovos dos faisões, arrepiadas e orgulhosas da importante tarefa. Aquilo a abateu. Sentiu-se inútil, sem emprego na vida, nem mesmo fêmea como aquelas. – Que era ela senão um pobre canteiro de terrores?Às vezes me sinto assim, uma fêmea de proveta. Não sei explicar.
Não me refiro aos sinais exteriores, artificiais, de feminilidade, isso é mais vaidade mesmo, às vezes me sinto feia, relaxada, mal cuidada, mas não é isso. Nunca fui meiguxinha, princesinha, nem sou andrógina Thammy Gretchen, é outra coisa.
É uma feminilidade aniquilada, uma falta...
Uma vez tava defendendo a Binoche numa conversa, explicando porque gosto tanto dela, não só por ser uma grande atriz, a simpatia/empatia que tenho por ela, e disse algo como "pra mim, ela simboliza tudo o que há de feminino e bom" e eu poderia dizer a mesma coisa da Julianne Moore, feminino e bom.
É como se, diante delas, o meu feminismo desmoronasse, ficasse sem sentido.
Obsolência.
Superação tecnológica.
Pra ler ouvindo:
http://www.youtube.com/watch?v=QjK_zT2fFVE